quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

TOP 50 melhores músicas de 2015


Após selecionar os melhores álbums de 2015, chegou a hora de lapidar algumas das melhores músicas lançadas comercialmente no decorrer do ano. Consolidadas as principais listas de mehores músicas do ano (Timeout, Billboard, Rolling Stones, Official Charts, MTV, Guia da Semana, Estadão) e com alguns toques pessoais preparei abaixo uma lista definitiva. 

Do pop ao soul, country ao hip-hop e do R&B ao samba, segue o TOP 50 melhores músicas de 2015:

1. Sara Bareilles — She Used to be Mine 


2. Emily King — Distance 

3. Lianne La Havas — Green & Gold


4. Mumford & Sons — Believe


5. Duncan Sheik — Circling


6. James Bay — Hold Back the River


7. Incognito — I See the Sun


8. Ella Eyre — Gravity

 
9. Jess Glynne — Take Me Home

 
10. Post Malone — White Iverson

 
11. 
MØ — Lean On (feat. Major Lazer & DJ Snake)

 
12. 
Lianne La Havas — What You Don't Do
 
13. Katharine McPhee — Break

 
14. Andreya Triana — Gold

 
15. Andrea Faustini — Give a Little Love

 
16. Sia — Alive

 
17. Tamia — Love Falls Over Me

  

18. Tiago Iorc — Alexandria


19. Years & Years - Shine

20. Will Young — Brave Man

21. Ed Sheeran — Photograph


22. Karen Harding — Say Something


23. 
Ben Howard — End of the Affair

24. 
Coldplay - A Head Full Of Dreams

25. Adele - When We Were Young


26. 
Alessia Cara – Here

27. Dappy — Beautiful Me


28. 
Jordin Sparks & Elijah Blake – Unhappy


29. Emily King — The Animals

30. 
Zac Brown Band — Loving You Easy

31. Aurora — Running With The Wolves


32. 
Carly Rae Jepsen — Run Away With Me 

33. Tiago Iorc — Libertade Ou Solidão


34. Sara Bareilles & Jason Mraz — You Matter to Me


35. Tame Impala — The Less I Know the Better


36. 
Duncan Sheik – Avalanche

37. Verité - Wasteland


38. Jess Glynne — Don't Be So Hard on Yourself


39. 
Lady Gaga - Til It Happens To You


40. Sufjan Stevens - Should Have Known Better 


41. Jason Isbell – 24 Frames


42. Grimes - Flesh, Without Blood


43. 
Drake - Hotline Bling 


44. Ella Eyre – Comeback


45. 
Mariah Carey — Infinity

46. Troye Sivan - Wild

47. Kelly Clarkson — Piece by Piece


48. Roberta Sá - Delírio


49. Adele — Hello


50. 
Elza Soares - Maria da Vila Matilde 

Veja também a lista com os melhores álbums de 2015. 



sábado, 12 de dezembro de 2015

TOP 30 melhores albums de 2015

Top best albums 2015


2015 foi um ano com algumas boas surpresas no cenário musical, algumas decepções e muitos retornos. Nomes como Lianne La Havas, Emily King, Duncan Sheik e Sufjan Stevens mostraram grande evolução em seus novos álbums, enquanto nomes como Florence & The Machine e Katharine McPhee não conseguiram fechar albums tão consistentes como de costume. E no meio disso tudo, Sara Bareilles surge inesperadamente com um musical brilhante.


Tivemos ainda grandes estréias, como Andrea Faustini, Ella Eyre e Verité. O retorno triunfal de Adele em termos comerciais (mas nem tanto em termos de qualidade do álbum) e  do Coldplay. E grandes destaques nacionais como Tiago Iorc, Daniela Mercury, Tulipa Ruiz e Roberta Sá


Abaixo um ranking dos 30 álbums que se destacaram entre os lançamentos de 2015:



1. Lianne La Havas - Blood 


UK
Soul/ Neo-soul
Primeiro single: Unstopable

Canção destaque: Green & Gold


2. Duncan Sheik - Legerdemain 

USA
Indie Alternative / Alternative synth-pop

Primeiro single: Photograph
Canção destaque: Circling


3. Sara Bareilles What's Inside: Songs From Waitress 

USA
Indie pop / Musical

Primeiro single: She Used To Be Mine
Canção destaque: You Matter To Me


4. Ella Eyre - Feline


UK
Neo-soul / Brit-pop

Primeiro single: If I Go
Canção destaque: Comeback


5. Tiago Iorc - Troco Likes 


BR
Nova MPB / Pop Nacional

Primeiro single: Amei Te Ver
Canção destaque: Liberdade ou Solidão


6. Emily King - The Switch 

USA
Neo-soul / R&B

Primeiro single: Distance
Canção destaque: The Animals


7. Andrea Faustini - Kelly 


UK
Soul / Brit-pop

Primeiro single: Give a Little Love
Canção destaque: It'll All End In Tears


8. Melody Gardot - Currency of Man (The Artist's Cut) 


FRA
Jazz / Smooth-jazz

Primeiro single: Same To You
Canção destaque: Preacherman


9. 
Roberta Sá - Delírio 


BR
Samba / Bossa Nova

Primeiro single: Delírio
Canção destaque: Me Erra


10. Tamia - Love Life


USA
R&B

Primeiro single: Stuck With Me
Canção destaque: Love Falls Over Me


11. Will Young - 85% Proof 


UK
Brit-pop

Primeiro single: Love Revolution
Canção destaque: Brave Man


12. 
Vérité
 - Sentiment (EP)  


USA
Indie pop

Primeiro single: Wasteland
Canção destaque: Rearrange


13. 
Kelly Clarkson
 - Piece by Piece  


USA
Pop-rock

Primeiro single: Heartbeat
Canção destaque: Piece by Piece


14. Andreya Triana - Giants


UK
Neo-soul / Jazz

Primeiro single: That's Alright With Me
Canção destaque: Gold


15. 
Sufjan Stevens
 - Carrie & Lowell


USA
Indie Alternativo
Primeiro single: Should Have Known Better
Canção destaque: No Shade in the Shadow of the Cross


16. 
Katie Leone - Prism Of Light


UK
Neo-soul / Blues

Primeiro single: Stronger
Canção destaque: Prism of Light


17. 
Daniela Mercury – Vinil Virtual


BR
Eletroaxé / MPB

Primeiro single: A Rainha do Axé (Rainha Má)
Canção destaqueSem Argumento


18. Tobias Jesso Jr. - Goon

CAN
Indie pop

Primeiro single: How Could You Babe
Canção destaque: Without You


19. Mumford & Sons - Wilder Mind 


UK
Folk rock

Primeiro single: Believe
Canção destaque: Snake Eyes


20. Cassandra Wilson - Coming Forth By Day

USA
Jazz
Primeiro single: Strange Fruit
Canção destaque: All of Me


21. 
Jordin Sparks - Right Here Right Now  


USA
R&B
Primeiro single: Double Tap
Canção destaque: Unhappy


22. Adele - 25

UK
Pop

Primeiro single: Hello
Canção destaque: I Miss You


23. Cícero - A Praia

BR
MPB

Primeiro single: De Passagem
Canção destaqueTerminal Alvorada


24. Jill Scott - Woman 


USA
R&B / Soul
Primeiro single: You Don't Know Me
Canção destaque: Back Together


25. 
Coldplay - A Head Full Of Dreams 


UK
Pop-rock

Primeiro single: Adventure Of A Lifetime
Canção destaque: Up&Up


26. Jess Glynne - I Cry When I Laugh

UK
Pop

Primeiro single: Right Here
Canção destaque: Take Me Home


27. Lalah Hathaway - Live! 


USA
Blues

Primeiro single: Little Ghetto Boy
Canção destaque: When your Life was Low


28. Tulipa Ruiz - Dancê


BR
MPB

Primeiro single: Proporcional
Canção destaque: Tafetá

29. César Lacerda - Paralelos & infinitos


BR
MPB

Primeiro single: Algo a Dois
Canção destaqueOlhos


30. Katharine McPhee - Hysteria


USA
Pop

Primeiro single: Lick My Lips
Canção destaque: Only One


Menções honrosas:



  • Conya Doss -  Seven VII
  • Natalie Prass - Natalie Prass
  • Kendrick Lamar - To Pimp a Butterfly
  • Ana Cañas – Tô na Vida
  • Filipe Catto – Tomada
  • Ryan Adams - 1989
  • Florence + the Machine - How Big, How Blue, How Beautiful
  • Jazmine Sullivan - Reality Show
  • Ben Howard - I Forget Where We Were
  • Björk - Vulnicura

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O Passado: Como era a vida antes da internet?

O passado e o presente: Como era a vida antes da internet?

Já é claro que a internet causou uma enorme mudança na forma como nós fazemos tudo.


Quando eu era um garotinho, se eu perguntasse aos meus pais uma pergunta não-óbvia sobre o corpo humano ou biologia, a resposta deles seria "Pergunte ao tio Paulo na próxima vez que vê-lo. Ele é médico". Outras perguntas sobre vários temas tinham respostas como "Vamos chamar a tia Alzira e pedir a ela; Ela é professora de português", ou "Vamos ver se a enciclopédia Barsa tem algo sobre isso", ou "Pergunte ao seu professor, se, durante as férias, você pode ir na biblioteca da escola".


Que filmes estão no cinema? Vamos ver no jornal.


Como nós chegamos a algum lugar? Ou ligamos e pedimos as direções, ou podemos abrir um mapa para descobrir, teremos então que carregar o mapa com a gente no caso de as estradas terem surpresas como saídas fechadas ou em caso fazemos uma curva errada. Hoje qualquer smartphone possui um GPS que te passa coordenadas em tempo real. 


Digamos que eu tivesse interesse em aprender fotografia, ou contruir minuiaturas de aeromodelos, ou o que quer que seja. Eu diria aos meus pais e meus amigos na escola (e talvez o senhor da banca de jornal ou da loja que vende material para o meu novo hobby). Esperaria alguém dizer: "Eu conheço alguém que faz isso, e eles têm um clube que se reúne mensalmente. Converse com eles! ", Caso contrário, eu basicamente estava travado. Hoje em dia, amadores têm enormes redes que lhes permitem aprender rapidamente uns com os outros, compartilhar conhecimentos e construir coisas, como Linux e Wikipédia.


O que aconteceu com aquele colega com quem convivia um pouco quando eu tinha 14 anos? Ou aquele primo de 4° grau que eu conheci naquele encontro de família uma vez, ele parecia super legal e tínhamos alguns interesses em comum. Ou aquela professora que eu adorava? E aquele vizinho que vivia jogando Mario comigo e me ajudou a zerar ojogo? Se você não interagisse com alguém por muito tempo, e se eles se afastassem, e não tivesse amigos ou parentes em comum, essa pessoa efetivamente desapareceria. Seria necessário telefonemas e cartas para tentar se reconectar com elas. Mesmo uma vez que você se reconectasse (se você realmente quisesse), era improvável que você iria desenvolver um relacionamento de longa distância significativa, além de uma carta ou telefonema rápido uma vez a cada dois meses. Ver fotos de projetos e viagens uns dos outros? Esqueça. Claro, em teoria, todo mundo está a apenas seis graus de separação, mas, na prática, sem interações regulares com alguém que não vive nas proximidades manter contato é bastante impraticável. Agora, eu facilmente fico em contato com mais pessoas em mais lugares... e tenho inclusive me correspondido com pesquisadores de todo o mundo quando quero perguntar algo sobre minha área de estudo (branding). (Claro, a maioria dos conhecimentos podem ser encontrados on-line, mas não o conhecimento nos cérebros dos especialistas e outros inovadores. Esse conhecimento pode ou não estar nos livros, em alguns anos, mas eu queria ter acesso a isso agora, então eu lhes enviei um email, e eles me enviaram de volta).


E no passado também era possível construir toda uma indústria baseada no fato de que a informação custava muito dinheiro para replicar e distribuir. A indústria da música, o jornal e a indústria de revistas, filmes e programas de TV, livros, universidades... todas essas indústrias estão terminando ou tendo que adaptar seus modelos de negócio pelo fato de que qualquer um pode compartilhar qualquer informação com qualquer outra pessoa no mundo a qualquer momento.

Não foi a muitas gerações atrás que uma fração significativa da superfície da Terra só poderia se comunicar por mensagens transportadas fisicamente em papéis através de longas caminhadas a cavalo ou a pé. Eu ainda não consigo imaginar como os grandes impérios operados a milhares de anos atrás, ou as corporações multinacionais precoces de centenas de anos atrás, ou a Igreja Católica, se comunicavam. Eles geriam usando apenas papel! 


Hoje em dia, a criação e funcionamento de uma organização não custa praticamente nada. Isso torna muito mais fácil de organizar críticas e movimentos contra as grandes empresas, grandes organizações religiosas, governos autoritários, etc. Isso realmente faz do mundo um lugar melhor.


Se você nunca soube de algumas dessas coisas, é possível que você não tenha chegado ainda aos 30. O que é bom. Mas eu recomendaria você a tentar falar com as pessoas apenas alguns anos mais velhas e perguntar a elas sobre a vida antes da internet. Será como perguntar às pessoas a partir de 1600 sobre a vida antes da medicina, do telefone, dos motores, das máquinas voadoras, da eletricidade ou do naturalismo filosófico. Só que você não precisa de uma máquina do tempo, ou uma pessoa com 100 anos de idade. Você só precisa encontrar pessoas que você conhece e que nasceram por volta de 1980.


E com a internet, a mistura dos problemas do passado com as soluções do futuro trazem novas questões. A privacidade, a vigilância do governo, a hackability, as normas culturais de IP (como o uso de imagens das pessoas ou upload de cópias de vídeos), leis sobre questões como a indexação de livros ou documentos... ainda há muito em fluxo e muito a evoluir. É um momento emocionante para estar no mundo.


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Divertida Mente (Inside Out): Porque este é o melhor filme da Pixar?



Todos os filmes lançados pela Pixar até hoje são grandes animações, com roteiro criativo, emocionante e personagens marcantes como UP, Toy Story 3, Nemo, Wall-e e Monstros SA. Não seria diferente com “Divertida Mente” (Inside Out). Porém, dessa vez a parceria Pixar/Disney conseguiu se superar, conseguindo abordar um tema complexo (maturidade emocional) de forma divertida, leve e extremamente tocante. 

A história se passa 90% na cabeça da Riley, que passa por profundas mudanças. Como todos nós, Riley é guiada pelas emoções – Alegria, Medo, Raiva, Nojinho e Tristeza. As emoções vivem no centro de controle dentro da mente de Riley, onde a ajudam controlando suas reações à acontecimentos da vida cotidiana. Conforme Riley e suas emoções se esforçam para se adaptar à nova casa em São Francisco, começa uma agitação no centro de controle. Embora Alegria, a principal e mais importante emoção de Riley, tente se manter positiva, as emoções entram em conflito sobre qual a melhor maneira de viver em uma nova cidade, casa e escola.


Os visuais são impressionantes. A forma como o mundo real e o cérebro são contrastados é espetacular: o mundo real com uma paleta de cores mais suave, e o cérebro repleto de cor. As cores e caracterização dos personagens também são excelentes.

O enredo foi incrível. Eu esperava que o filme fosse focar em algum grande evento, como uma morte na família ou divórcio dos pais, para ver como Riley iria reagir a isso. No entanto a Pixar decidiu focar em um conceito tão simples, em mudanças. Isso fez do filme mais leve, relacionável, e nada pareceu forçado.

A dublagem brasileira também ficou muito boa, com Dani Calabresa, dando voz para Nojinho, Otaviano Costa como Medo, Katiuscia Canoro interpretando a Tristeza, Miá Mello como Alegria e Léo Jaime emprestando a voz para a Raiva.


E a Pixar sabe como te socar nas emoções. A prova disso é como um personagem singelo como Bing Bong, amigo imaginário da Riley, consegue te emocionar tanto. Enquanto durante todo filme todo o público gargalhava, o silêncio na sala do cinema em uma das cenas era quase paupável, quebrado por algumas fungadas de emoção.

Os pequenos detalhes fazem desta ser a melhor animação da Pixar: O subconsciente ser o lar de todos os "encrenqueiros", as tramas entrelaçadas dentro e fora da cabeça da Riley, a forma como ele faz com que o público se conecte emocionalmente com o filme naturalmente... 

“Divertida Mente” não só é a melhor animação da Pixar como um dos melhores filmes que vejo em anos. Uma grande produção para todas as idades.



Título original: The Inside Out
Distribuição: Disney
Data de estreia: 18/06/15
País: Estados Unidos
Gênero: animação
Ano de produção: 2015
Duração: 94 minutos
Classificação: Livre
Direção: Pete Docter
Roteiro: Pete Docter







Trailler:


terça-feira, 2 de junho de 2015

Mad Men: Termina a série que foi o melhor drama da TV dos últimos anos


*acima: banner promocional da 1º temporada de Mad Men; abaixo: banner da 7º e última temporada.


Quando Mad Men estreou, a série surpreendeu pela qualidade de seu roteiro e direção, de nível HBO, mesmo em uma emissora ainda pequena (AMC). A série de Matthew Weiner (criador de Família Sopranodemorou a ser adotada por uma emissora por não ter personagens carismáticos aos olhos dos executivos. E eles tinham razão, olhando friamente a grande maioria dos personagens são porcos capitalistas machistas desprezíveis, principalmente o protagonista. Quem iria apostar em uma série assim?

AMC comprou a ideia, o elenco formado basicamente por atores desconhecidos, começou aos poucos a construir os personagens e dar vida a um dos dramas mais bem escritos e dirigidos da história da TV. E depois de 7 temporadas, depois de sobreviver a uma greve de roteiristas e de resistir aos constantes cortes de verbas, a série encerrou as histórias de seus personagens e me deixou órfão, mas com um sentimento de uma mãe que vê seus filhos indo embora de casa para realizar seus sonhos.

Começamos a ver o desprezível Don Draper (Jon Hamm) através de suas ações apenas na superfície. Um homem da publicidade que vende a felicidade através de suas ideias brilhantes de campanhas mas não consegue achar isso para si. A cada novo episódio das 7 temporadas entendíamos melhor suas motivações e as razões de seus surtos. 

Vimos a Peggy Olson (Elisabeth Moss) brigar por seu espaço e crescer em meio ao mundo dos homens. Pete Campbell (Vincent Kartheiser) surgir como um menino mimado e aprender (da maneira mais difícil) a ser um homem. Betty Francis
(January Jones) enfrentar o seu próprio machismo e confrontar seus traumas. Joan Harris (Christina Hendricks) aprendendo a lidar com seu corpo e suas relações abusivas e mostrando que o feminismo não exclui feminilidade. E tantos outros personagens interessantes que vimos surgir e partir no decorrer desses 8 anos de série. 

E no final vimos algumas conclusões interessantes (e emocionantes!). Desde a primeira temporada descobrimos a identidade real de Don Draper. E durante toda a série ele viveu em conflito com essa identidade falsa e com o seu 'eu' verdadeiro. Diversas pessoas (principalmente mulheres) passaram pela vida de Don e ele deixou um rastro de destruição por onde passou. E, sem querer dar spoilers, a conclusão dessa história é catártica.  

O final é um pouco inconclusivo se observado friamente, mas Mad Men nunca foi de fazer conclusões. Da gravidez de Peggy à história da mãe do Pete, muitas vezes nós ficamos sem entender como terminam as histórias. E assim é nossa vida. Muitas vezes não entendemos como as coisas acontecem, o que acontece com as pessoas. Como expectadores, tudo que podemos fazer é assistir e ver trechos das vidas de cada um desses personagens. E conforme vamos ver mais, vamos vendo outro personagem, e outro, e outro... até percebermos o emaranhado de acontecimentos e relacionamentos que a vida é. 

Nós não escolhemos o que nós vemos e não escolhemos para onde vamos. Nós só prosseguimos no carrossel da vida. E assim como a vida, Mad Men é um carrossel. 

A série "Mad Men" completa está disponível no Netflix.

Veja o trailer legendado da série abaixo:




quinta-feira, 30 de abril de 2015

Filme "Os Vingadores 2: Era de Ultron". O que deu certo e errado?

Os Vingadores 2: Era de Ultron - filme crítica



Quando o diretor e roteirista Joss Whedon começou a trabalhar com "Os Vingadores", no primeiro filme da franquia, ele revolucionou a forma como os super-heróis são retratados nos cinemas. Os personagens deixaram de ser somente indivíduos que precisavam aprender a lidar com a responsabilidade de seus grandes poderes para se tornarem pessoas que são orgulhosas, têm diversos níveis de relacionamentos, têm linguagens particulares... são indivíduos. 

Os textos cheios de ironias, os diálogos bem humorados, as formas como cada um desses indivíduos interagem entre si foram os principais elementos que levaram ao sucesso do filme. E foi justamente o que faltou um pouco em "Vingadores: Era de Ultron"

O primeiro filme focou na formação dos Vingadores. Um acontecimento histórico no cinema, pois quem poderia acreditar que conseguiriam juntar 5 super heróis de franquias já bem-sucedidas em um único filme? Já a sequência foi centrada nos conflitos de interesses entre eles. 

Por ter muita coisa para mostrar em um único filme, a história segue num ritmo muito acelerado. Muitos personagens são apresentados com muita pressa, e não há tempo suficiente para fazer com que o público fique engajado com eles. Foram tantos acontecimentos, tantos elementos e tantos vilões e ameaças que no fim do filme nem lembramos mais o que eles estão combatendo exatamente.

Talvez a personagem que melhor tenha sido trabalhada seja a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) que ***SPOILER ALERT*** teve seu momento de vingança próximo ao fim do filme e conseguiu usar seus poucos minutos de cena para transmitir sua motivação ao público. Mesmo assim só a conheceremos melhor no próximo filme. 
Os Vingadores 2: Era de Ultron - filme crítica hulnk e viúva negra

Outro elemento interessante é o envolvimento da Black Widow (Scarlett Johansson) com o Hulk (Mark Ruffalo), e sua forma delicada de acalmá-lo para ele voltar à sua forma normal. As cenas ficaram lindas e ajudaram a tornar verossível a relação romântica dos personagens.

Fora isso, o filme teve poucos alívios cômicos. Mas quando ele conseguia respirar o texto inteligente e irônico de Joss Whedon se mostrava presente. Como na cena em que todos, bêbados, tentam inutilmente levantar o martelo de Thor (Chris Hemsworth) e quando o Capitão América (Chris Evans) consegue mover um milímetro, Thor faz uma expressão impagável de desespero contido.

Ou também na cena em que o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) faz um discurso motivador para a Feiticeira Escarlate e termina com o comentário meta: “The city is flying, we’re fighting an army of robots, and I have a bow and arrow. None of this makes sense.” (A cidade está voando, estamos lutando um exército de robôs, e eu tenho um arco e flecha. Nada disso faz sentido.)

Esses toques de sensibilidade e humor foram um pouco escassos na sequência e muito mais presentes no primeiro filme. E fizeram falta. No final das contas o filme termina parecendo um projeto de Whedon que sofreu intereferências de demandas de executivos. Mas no conjunto, "Vingadores: Era de Ultron" prova que mesmo no seu trabalho mais fraco, Marvel e Joss Whedon conseguem se manter como uma das melhores produções do cinema. Imperdível.

Os Vingadores 2: Era de Ultron - filme crítica

Ficha técnica

Nome: Vingadores: Era de Ultron
Nome Original: Avengers: Age of Ultron
Cor filmagem: Colorida
Origem: EUA
Ano de produção: 2015
Gênero: Aventura, Ação
Duração: 141 min
Classificação: 12 anos
Direção: Joss Whedon
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, James Spader, Mark Ruffalo



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