sábado, 31 de agosto de 2013

Como sobreviver nesse mundo: Seja duro, mas não seja frio.



Algumas pessoas precisam crescer rápido. Outras são privilegiadas e crescem com todo o apoio da família, amadurecendo a seu tempo. Mas é fato que mais cedo ou mais tarde aprendemos que o mundo é egoísta. Todos, muitas vezes nossa própria família, pensam sempre em si próprios, no que outros irão achar ou pensar, no que acreditam ser o melhor. Como sobreviver nesse mundo? Sendo duro, mas não sendo frio.

As pessoas são egoístas, míopes, autoindulgentes, mas elas também são calorosas, carinhosas, compreensivas e gentis. Às vezes, uma pessoa pode ser todas essas coisas. Para sobreviver, precisamos construir e confiar em nossa força interior, para termos como nos defender das falhas e fraquezas dos outros. E para aprender com nossas próprias falhas também. Assim, nos tornamos um ser humano forte. Um homem (ou mulher).


Um ser humano forte cria um lugar para si, pequeno o suficiente e sólido o suficiente para que consiga manter por conta própria e para abrigá-lo contra o caos do mundo. Esse é o seu lugar, e é aí que você se fortalece. O lugar onde você se desenha, defende a todo o custo, onde você reflete, se questiona, duvida e acredita... onde você se abriga e, um dia, pode optar por compartilhar com outra pessoa.

Esse lugar nem sempre é um lugar físico, embora possa ser. É um lugar que você cria dentro de você, para você e somente você. As crianças vivem nos espaços dos outros, homens e mulheres criam um espaço para si próprios. É o grande momento de transição.

Depois que você construir o seu espaço, chegará um tempo em que o mundo lá fora ficará frio e brutal. E você vai querer desligar-se e manter todo mundo de fora, porque você sente estar de fora quando está no mundo, e prefere estar no seu espaço. Mas é fato que se fechar e desligar a si mesmo e suas emoções só vai piorar as coisas.

Você é o calor em seu próprio mundo. E justamente o frio é o momento mais propício para mostrar seu calor para os outros. E, ao longo do tempo, eles irão compartilhar o calor deles com você. Olhe para esse calor. Valorize-o. Escolha seus amigos com cuidado. Construa laços com as pessoas que você se importa e se preocupa. Seja o tipo de pessoa de quem você gostaria de ser amigo, e seus bons amigos sempre irão estar com você.

Seja duro, não seja frio.

Tudo vai ficar bem. "It gets better". É duro crescer, mas nós temos tudo que é preciso para sobreviver.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Melhores livros de todos os tempos

Imagem: Books by Mehdi Mohammadi Rouzbahani from Iran

Visitando a bienal do livro realizada no Rio de Janeiro de 29/Agosto até 08/Setembro de 2013 fiquei motivado pelo encontro que tem o livro como astro principal. Para dar uma dica aos leitores a procura de algo para ler, posto aqui uma lista dos livros mais recomendados em listas TOP 100. A lista, originalmente postada no reddit.com, consolida os livros mais bem avaliados em listas de fontes como a revista TIME, Entertainment Weekly, Modern Library, The Guardian. Adicionei ainda outras indicações de listas de sites como Le Monde, Folha de S. Paulo, FlavorWire, a listofbooks, Portal Universia  e do próprio Reddit. No total foram 16 listas consolidadas em ordem dos mais bem avaliados.

Abaixo, segue o top 40:

  1. Catch-22 - Joseph Heller
    (Ardil 22)
    Romance satírico-histórico do autor norte-americano Joseph Heller, publicado originalmente em 1961. O livro, situado durante os estágios finais da Segunda Guerra Mundial de 1944 em diante, é frequentemente citado como uma das maiores obras literárias do século XX.



  2. Lolita - Vladimir Nabokov (Lolita)
    Romance de autoria do escritor russo Vladimir Nabokov, publicado pela primeira vez em 1955. Narrado em primeira pessoa pelo protagonista, o professor de poesia francesa de idade avançada Humbert Humbert, que se apaixona por Dolores Haze, sua enteada de doze anos e a quem apelida de Lolita.



  3. The Great Gatsby - F. Scott Fitzgerald
    (O Grande Gatsby)

    Romance escrito pelo autor americano F. Scott Fitzgerald. Publicado pela primeira vez em 1925, a história passa-se em Nova Iorque e na cidade de Long Island durante o verão de 1922, e é uma crítica ao "Sonho Americano", após a 1º Guerra Mundial.


  4. Invisible Man - Ralph Ellison
    (Homem invisível)

    Romance clássico da literatura americana. Publicado pela primeira vez em 1952 pelo autor afro-americano Ralph Ellison, tem sido constantemente republicado, citado, comentado. A narrativa revela a dor da existência do homem negro num mundo branco. É a história da viagem de um jovem negro pelos estados sulistas da América nos primeiros anos do século XX.



  5. Slaughterhouse-5 - Kurt Vonnegut
    (Matadouro 5)

    Publicado em 1969, é uma narrativa fantasiosa, sarcástica, engraçada, satírica, irônica, triste e cheia de sentido, obra-prima do norte-americano Kurt Vonnegut. Conta a tentativa de um ex-soldado americano que lutou na 2º Guerra Mundial e que assistiu ao bombardeio da cidade de Dresden de escrever sobre a experiência da guerra. O personagem, Billy Pilgrim, é um americano bem de vida e interiorano que viaja no tempo, para outros planetas, e revisita diversos momentos da sua própria vida.




  6. The Catcher in the Rye - J.D. Salinger
    (O Apanhador no Campo de Centeio)
    Romance do escritor americano J. D. Salinger. Publicado inicialmente em formato de revista, entre 1945-1946, foi posteriormente editado no formato de livro em 1951, tornando-se um dos romances mais lidos no país. O livro trata da rebelião adolescente e narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, um jovem de dezessete anos vindo de uma família abastada de Nova Iorque que foi expulso da escola.



  7. The Sound and The Fury - William Faulkner
    (O Som e a Fúria)

    Livro do escritor estadunidense William Faulkner, um dos pioneiros da técnica narrativa conhecida como fluxo de consciência, do Século XX.  Narra a agonia de uma família da velha aristocracia sulista, os Compson, entre 1910 e 1928, após a derrota na Guerra da Secessão.



  8. 1984 - George Orwell
    Romance distópico clássico do autor inglês Eric Arthur Blair, mais conhecido pelo pseudônimo George Orwell. Publicado em 1949, retrata o cotidiano de um regime político totalitário e repressivo em 1984. A história narrada é a de Winston Smith, um homem com uma vida aparentemente insignificante, que recebe a tarefa de perpetuar a propaganda do regime através da falsificação de documentos públicos e da literatura a fim de que o governo sempre esteja correto no que faz. Smith fica cada vez mais desiludido com sua existência miserável e assim começa uma rebelião contra o sistema.



  9. Beloved - Toni Morrison
    (Amada)

    Livro mais conhecido da escritora americana Toni Morrison, prêmio Nobel de Literatura de 1993, e Pulitzer de 1988. Em 1998 recebeu uma adaptação cinematográfica - A bem-amada - com Oprah Winfrey no papel principal. A história se passa nos anos posteriores ao fim da Guerra Civil, quando a escravidão havia sido abolida nos Estados Unidos. Sethe é uma ex-escrava que, após fugir com os filhos da fazenda onde era cativa, foi refugiar-se na casa da sogra. No caminho, ela dá à luz um bebê, a menina Denver, que vai acompanhá-la ao longo da história.



  10. The Grapes of Wrath - John Steinbeck
    (As Vinhas da Ira)
    Publicado pelo escritor norte-americano John Steinbeck em 1939, vencedor do prêmio Nobel em 1962. Relata a história de uma família pobre do estado de Oklahoma, que durante a Grande Depressão de 1929 se vê obrigada a abandonar as terras que ocupava havia décadas, em regime de meeiros, devido à chegada de tratores e máquinas e de um novo regime de propriedade que tornou obsoleto o trabalho manual de aragem e plantio da terra.



  11. To Kill a Mockingbird - Harper Lee
    (O sol é para todos)

    Romance vencedor do Pulitzer escrito por Harper Lee e lançado em 1960. É um dos maiores clássicos da literatura norte-americana moderna e deu origem a um filme homônimo, vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado em 1962. O romance é baseado livremente nas memórias familiares da autora, assim como em um evento ocorrido próximo a sua cidade natal em 1936, quando ela tinha 10 anos de idade. O texto é bem-humorado e emocionante e trata de questões raciais e sexualidade.



  12. The Sun Also Rises - Ernest Hemingway
    (O Sol Também Se Levanta)

    Romance do escritor estadunidense Ernest Hemingway, publicado em 1927.
    Retrata o cotidiano de um grupo de expatriados boêmios, ingleses e norte-americanos, após o término da Primeira Guerra Mundial. A história se desenrola nas cidades de Paris e Pamplona, durante as Festas de São Firmino. O americano Jacob Barnes é o protagonista e narrador da história. Conhecido como Jake, ele trabalha como repórter em Paris e, após voltar impotente da guerra, acaba se apaixonando por Lady Brett Ashley, mulher de personalidade fútil, que trata os homens como simples objetos e envolve-se com vários deles, apesar de ser comprometida.



  13. Atlas Shrugged - Ayn Rand
    (A Revolta de Atlas)

    Livro de ficção da autora e filósofa Ayn Rand, publicado em 19571, e que inclui elementos de mistério e ficção científica. A narrativa lida com questões filosóficas (objetivismo), políticas e econômicas. O livro explora um Estados Unidos distópico, onde o governo insiste em taxar e regulamentar os cidadãos produtivos, suas empresas e realizações individuais.



  14. Brave New World - Alduos Huxley
    (Admirável Mundo Novo)
    Livro escrito pelo britânico Aldous Huxley e publicado em 1932 que narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais aparentes chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.



  15. Gone With the Wind - Margaret Mitchell
    (...E o Vento Levou)

    Romance da escritora e jornalista norte-americana Margaret Mitchell, publicado em 1936 e vencedor do Pulitzer. Um romance sobre a guerra civil norte-americana, a aristocracia sulista que ela abala e transforma, e a coragem de uma mulher que nunca se deixou vencer. Os protagonistas são a linda e tempestuosa Scarlett O Hara e o irresistível Rhett Butler, que a ama ao longo de todas as suas provações. 



  16. Midnight’s Children - Salman Rushdie(Os Filhos da Meia-Noite)
    Lançado em 1980 pela escritora britânica Salman Rushdie. Narra a história de duas crianças, uma hindu e outra mulçumana, que nascem num hospital de Bombain no exato momento em que a Índia se torna uma nação independente: meia-noite do dia 15 de agosto de 1947. Uma enfermeira ressentida troca os dois bebês, cujas trajetórias vão se misturar com a complexa e acidentada história da própria Índia contemporânea.



  17. On the Road - Jack Kerouac
    (Pé na Estrada)

    Livro do escritor estadunidense Jack Kerouac. Uma grande influência para a juventude dos anos 60, que colocava a mochila nas costas e botava o pé na estrada. Lançado em 1957, narra a história de Sal Paradise, que vive com sua tia em New Jersey enquanto tenta escrever um livro. Em Nova York ele conhece um charmoso e alucinante andarilho de Denver de personalidade magnética chamado Dean Moriarty, cinco anos mais novo que Sal, mas que compartilha o seu amor por literatura e jazz, e a ânsia de correr o mundo. Tornam-se amigos e, juntos, atravessam os Estados Unidos, deparando-se com os mais variados tipos de pessoas, numa jornada que é tanto uma viagem pelo interior de um país quanto uma viagem de auto-conhecimento.



  18. The Adventures of Huckleberry Finn - Mark Twain
    (As Aventuras de Huckleberry Finn)
    Romance do escritor norte-americano Mark Twain, publicado em 1884. Nele, o protagonista, amigo de Tom Sawyer, vive inúmeras aventuras pelo rio Mississippi em uma balsa.



  19. Snow Crash - Neal Stephenson(Nevasca)
    Livro de ficção científica escrito por Neal Stephenson em 1992, inspirado em livros cyberpunk, mas com um estilo diferenciado, baseado em uma narrativa de estrutura caótica e contendo referências a assuntos pouco explorados no gênero, como linguística, filosofia, antropologia e história. A história se passa num futuro em que os Estados Unidos como conhecemos não existem mais. O país está nas mãos de mercenários e corporações de toda espécie. Hiro, o protagonista, trabalha para uma dessas corporações como entregador de pizzas. Mas isso é no mundo que conhecemos. Na realidade virtual, o Metaverso pertence à elite que criou aquele lugar, habitado por avatares de toda espécie. Em qualquer dos dois mundos, Hiro também é um exímio samurai, que precisará de todas suas habilidades para salvar esses mundos de uma terrível ameaça.



  20. The Heart is A Lonely Hunter - Carson Mccullers
    (O Coração é um Caçador Solitário)

    Lançado em 1940 pela autora americana Carson McCullers. A história se passa numa cidadezinha ao sul dos EUA, onde os efeitos da Grande Depressão ainda se fazem sentir. Personagens como Biff Brannon, dono do restaurante que nunca fecha na cidade; a garota Mick, forçada a passar abruptamente da infância à idade adulta; o agitador marxista Jake Blount; o médico negro Benedict Copeland, que atende de graça os pacientes pobres e luta pela emancipação racial, enfrentam, além da carência material, o flagelo da solidão e da incomunicabilidade.



  21. The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy - Douglas Adams
    (O Guia do Mochileiro das Galáxias)

    É uma série de ficção científica cómica criada por Douglas Adams. Originalmente era transmitida na BBC Radio 4 em 1978, foi mais tarde adaptada para outros formatos, se tornando revolucionária no gênero. Na história, Arthur Dent tem sua casa e seu planeta (sim, a Terra) destruídos em um mesmo dia, e parte pela galáxia com seu amigo Ford, que acaba de revelar que na verdade nasceu em um pequeno planeta perto de Betelgeuse.



  22. To the Lighthouse - Virginia Woolf(Rumo ao Farol)
    Lançado em 1927, um marco na carreira da modernista Virginia Woolf, o livro manipula elementos temporais e psicológicos. Na história, a família Ramsay e seus convidados rememoram situações do passado, em que se misturam questões íntimas e banais, como o passeio de barco a um farol próximo, com os fatos traumáticos da 1ª Guerra Mundial. Virginia Woolf reconstituiu ficcionalmente, neste livro, muitas das experiências e sensações partilhadas com sua geração de intelectuais e artistas.



  23. Ubik - Philip K. Dick
    Lançado em 1969, é uma irreverente história sobre a morte e a salvação escrita pelo consagrado escritor americano Philip K Dick. Em uma sociedade futurista, Glen Runciter é dono de uma empresa responsável por rastrear psis, indivíduos com habilidades especiais, como telepatas e precogs. Ele e seus funcionários caem na armadilha de uma empresa rival. Seus funcionários passam a receber estranhas mensagens em moedas e embalagens de cigarro. O tempo começa a retroceder e eles terão que lutar contra a degeneração física e mental. A solução pode estar no spray Ubik.



  24. Lord of the Rings trilogy - J.R.R. Tolkien
    (Trilogia "O Senhor dos Anéis")

    Livro de fantasia criado pelo escritor, professor e filólogo britânico J. R. R. Tolkien, escrito entre 1937 e 1949. A história começa como sequência de um livro anterior de Tolkien, O Hobbit (The Hobbit), e narra o conflito contra o mal que se alastra pela Terra-média, através da luta de várias raças - Humanos, Anões, Elfos, Ents e Hobbits - contra Orcs, para evitar que o "Anel do Poder" volte às mãos de seu criador Sauron, o Senhor do Escuro. Partindo dos primórdios tranquilos do Condado, a história muda através da Terra-média e segue o curso da Guerra do Anel através dos olhos de seus personagens, especialmente do protagonista, Frodo Bolseiro. A história principal é seguida por seis apêndices que fornecem uma riqueza do material de fundo histórico e linguístico.



  25. The Handmaid’s Tale - Margaret Atwood
    (O Conto da Aia)
    É um romance distópico, de ficção científica, escrito pela autora canadense Margaret Atwood, publicado em 1985. A história passa-se num futuro muito próximo e tem como cenário uma república que já foi os EUA, mas onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes – tudo fora queimado. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no Muro, em praça pública, para servir de exemplo. Para merecer esse destino, não é preciso fazer muita coisa – basta, por exemplo, cantar qualquer canção que contenha palavras proibidas pelo regime, como "liberdade". Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes.



  26. A Song of Ice and Fire - George R.R. Martin
    (As Crônicas de Gelo e Fogo)

    É uma série de livros de fantasia épica escrita pelo romancista e roteirista norte-americano George R. R. Martin. A história começou a ser desenvolvida em 1991 e o primeiro volume foi lançado em 1996. Originalmente concebida para ser uma trilogia, a série consiste em cinco volumes publicados (A Guerra dos Tronos,
    A Fúria dos Reis, A Tormenta de Espadas, O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões), com mais dois planejados. Existem três argumentos principais na história que interligam-se cada vez mais ao decorrer dos livros: a crônica de uma guerra civil dinástica entre várias famílias concorrentes pelo controle dos Sete Reinos; a ameaça crescente das criaturas sobrenaturais conhecidas como os Outros, que habitam além de uma imensa muralha de gelo ao Norte; e a ambição de Daenerys Targaryen, a filha exilada de um rei assassinado em outra guerra civil ocorrida treze anos antes, prestes a voltar à sua terra e reivindicar seu trono por direito. A história foi recentemente adaptada para a TV pela HBO, com o nome do primeiro livro, "Guerra dos Tronos".



  27. His Dark Materials - Philip Pullman
    (Fronteiras do Universo)

    É uma série literária de fantasia, escrita pelo autor britânico Philip Pullman e que compreende uma trilogia inicial formada pelos livros Northern Lights (A Bússola de Ouro), The Subtle Knife (A Faca Sutil) e The Amber Spyglass (A Luneta Âmbar). A série segue o crescimento de duas crianças, Lyra Belacqua e Will Parry, em sua jornada por uma série de universos paralelos com um pano de fundo de eventos épicos. A história envolve elementos de fantasia, como feiticeiras e ursos-polares falantes, e faz alusão a uma ampla gama de ideias de campos, como a física, filosofia e teologia.



  28. American Gods - Neil Gaiman
    (Deuses Americanos)
    É um romance do escritor britânico Neil Gaiman, publicado em 2001, que mistura fantasia e várias vertentes da mitologia antiga e moderna, tudo centralizado em um misterioso e taciturno protagonista Shadow. Após a morte de sua esposa em um acidente de carro, Shadow é liberado da prisão antes de cumprir totalmente sua pena. Perdido, acaba por conhecer um homem misterioso, Wednesday, que será muito mais importante na vida de Shadow do que ele imagina. Na verdade, Wednesday é um antigo deus, certa vez conhecido por Odin, o Pai de Todos. Ele está percorrendo os Estados Unidos a fim de reunir seus companheiros esquecidos para uma batalha épica contra as divindades do mundo moderno: internet, televisão, cartões de crédito, telefone, rádio... Shadow aceita ajudar Wednesday, e eles se lançam a uma tempestade psicoespiritual que se torna demasiadamente real em suas manifestações.



  29. Don Quixote - Miguel de Cervantes
    (Dom Quixote)

    Livro escrito pelo espanhol Miguel de Cervantes y Saavedra e publicado em 1605. É composto por 126 capítulos, divididos em duas partes: a primeira surgida em 1605 e a outra em 1615. O livro parodia os romances de cavalaria que tiveram imensa popularidade no período e, na altura, já se encontravam em declínio. Nesta obra, o protagonista, já de certa idade, entrega-se à leitura desses romances, perde o juízo, acredita que tenham sido historicamente verdadeiros e decide tornar-se um cavaleiro andante. Por isso, parte pelo mundo e vive o seu próprio romance de cavalaria. Enquanto narra os feitos do Cavaleiro da Triste Figura, Cervantes satiriza os preceitos que regiam as histórias fantasiosas daqueles heróis de fancaria.



  30. Madame Bovary - Gustave Flaubert
    Romance escrito pelo escritor francês Gustave Flaubert que resultou num escândalo ao ser publicado em 1857, a ponto de levar seu autor a julgamento. O romance conta a história de Emma, uma mulher sonhadora pequeno-burguesa, criada no campo, que aprendeu a ver a vida através da literatura sentimental. Bonita e requintada para os padrões provincianos, casa-se com Charles, um médico interiorano tão apaixonado pela esposa quanto entediante. Nem mesmo o nascimento da filha dá alegria ao indissolúvel casamento ao qual a protagonista se sente presa. Emma, cada vez mais angustiada e frustrada, busca no adultério uma forma de encontrar a liberdade e a felicidade.



  31. Grande Sertão: Veredas - Guimarães Rosa
    Romance brasileiro de Guimarães Rosa publicado em 1956. A história se passa no sertão do Norte de Minas, onde o jagunço Riobaldo conta para um interlocutor a história de sua vida de guerreiro e de seu amor pelo jagunço Diadorim -na verdade, uma mulher disfarçada de homem para vingar o pai morto em luta. A escrita de permanente invenção de Guimarães Rosa (feita de neologismos, arcaísmos, transfigurações da sintaxe) reelabora a expressão oral e os mitos do interior do país a fim de criar um quadro épico e metafísico do sertão.



  32. Ulysses - James Joyce
    (Ulisses)
    Publicado em 1922 pelo escritor irlandês James Joyce, Ulisses foi escrito primeiramente como um seriado para jornal. A história é uma paródia contemporânea do clássico "Odisséia" de Homero. O livro pretende resumir as variadas e possíveis experiências do homem moderno, o homem do século XX. Para isso, narra a vida dos personagens Leopold Bloom e Stephen Dedalus ao longo de um dia - 16 de junho de 1904 - em Dublin, capital da Irlanda.



  33. Cien años de soledad – Gabriel García Márquez
    (Cem Anos de Solidão)
    Romance lançado em 1967 pelo colombiano Gabriel García Márquez, vencedor do Nobel em 1990. A saga de duas famílias no povoado fictício de Macondo é o pretexto para o autor construir uma alegoria da situação da América Latina. Obra que projetou internacionalmente o “realismo mágico”.



  34. Pride and Prejudice - Jane Austen
    (Orgulho e Preconceito)
    Romance da escritora britânica Jane Austen, publicado em 1813. A história se passa na Inglaterra do final do século XVIII, onde as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Porém, Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso mas imprudente senhor, não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica às mulheres na voz dessa heroína.



  35. L’Étranger - Albert Camus
    (O Estrangeiro)
    Publicado pelo autor francês Albert Camus em 1942, o livro é tão popular porque, à parte ser a seca narrativa das desventuras de Meursault, condenado à morte por matar um árabe a troco de nada, é também a narrativa das desventuras de um homem do século XX. Mersault leva uma vida banal; recebe, indiferentemente, a notícia da morte da mãe; comete o crime; é preso; julgado; tudo gratuito, sem sentido, apenas mais um homem arrastado pela correnteza da vida e da História.




  36. A Clockwork Orange - Anthony Burgess
    (
    Laranja Mecânica)
    Situado na sociedade inglesa de um futuro próximo, que tem uma cultura de extrema violência juvenil, onde um anti-herói adolescente dá uma narração em primeira pessoa sobre suas façanhas violentas e suas experiências com autoridades estaduais que possuem a intenção de reformá-lo. Inspiração para a adaptação cinematográfica de Stanley Kubrick, o livro Laranja Mecânica discute a relação entre entretenimento, violência e controle mental, fazendo uma sátira da sociedade inglesa.




  37.  The Color Purple - Alice Walker 
    (
    A Cor Púrpura)
    Neste livro, ganhador do Prêmio Pulitzer de 1983, conhecemos a história de uma garota chamada Celie, de 14 anos, que é abusada sexualmente do próprio pai e tem dois filhos com ele. A história tem como plano de fundo o racismo no sul dos Estados Unidos, o machismo, o patriarcado, a amizade, o amor e o desamor, as carências educacionais para as mulheres, entres outros temas.




  38.  孫子兵法 / sūn zĭ bīng fǎ - Sun Tzu
    (
    A Arte da Guerra)
    O livro escrito por Sun Tzu, é um tratado militar escrito durante o século IV a.C. que, apesar de fornecer ideias e estratégias para campos de batalhas, também contem dicas de planejamento para a vida pessoal e profissional. Acredita-se que o livro tenha sido usado por diversos estrategistas militares através da história como Napoleão, Zhuge Liang, Cao Cao, Takeda Shingen, Vo Nguyen Giap e Mao Tse Tung. Hoje, A Arte da Guerra parece destinado a secundar outra guerra: a das empresas no mundo dos negócios.




  39. Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis 
    É após a morte que Brás Cubas decide narrar suas memórias. Nesta condição, nada pode suavizar seu ponto de vista irônico e mordaz sobre uma sociedade em que as instituições se baseiam na hipocrisia. O casamento, o adultério, os comportamentos individuais e sociais não escapam à sua visão aguda e implacável, nesta obra fundamental de Machado de Assis. O livro rompe com a narração linear e objetivista de autores proeminentes da época como Flaubert e Zola para retratar o Rio de Janeiro e sua época em geral com pessimismo, ironia e indiferença.




  40. Война и миръ - Lev Nikolayevich Tolstoi / Liev Tolstoi
    (Guerra e Paz) 
    Guerra e Paz narra um romance que acontece na Rússia durante a época de Napoleão Bonaparte, contando as guerras napoleônicas russas. É uma das obras mais volumosas da história da literatura universal. Tolstói desenvolve no livro uma teoria fatalista da História, onde o livre-arbítrio não teria mais que uma importância menor e onde todos os acontecimentos só obedeceriam a um determinismo histórico irrelutável.
     


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terça-feira, 27 de agosto de 2013

VMA 2013: Macklemore, Lady Gaga, NSYNC e Miley Cyrus, os melhores e piores da noite.

Foi-se o tempo em que a MTV e o VMA eram muito relevantes, com performance de grandes artistas como Michael Jackson, Mariah Carey e Whitney Houston. Mas a premiação deste domingo (25/08/2013) revelou algumas surpresas agradáveis e outras tenebrosas. E foi uma das premiações de maior audiência, após a queda absurda de audiência da premiação de 2012.

Veja abaixo os três melhores e os três piores momentos do VMA 2013.


Melhores:

1. Macklemore & Ryan Lewis em performance emocionante de “Same Love” com Mary Lambert e Jennifer Hudson. O rapper afirmou que essa foi a música que mais marcou sua carreira, por levar para o mundo um pouco da luta pela igualdade de direitos que acontece nos EUA. “Gay rights are humam rights” afirmou. Emocionante.




2. Lady Gaga surpreende com performance de "Applause" dirigida pelo renomado Robert Wilson. Incorporando o conceito ARTPOP, a artista entrou cantando ópera, algo alto nível, e a sonoplastia de som de vaias insinuou que o público rejeitava esse conteúdo. Ela então se despe e prepara uma série de figurinos e estilos populares para ganhar “Aplausos”. Um ótimo conceito.





3. Justin Timbarlake preparou uma performance que se tornou um showcase apresentando todos os grandes hits de sua carreira. Apesar de ter sido muito bem produzida e performada, se tornou cansativo e excessivamente longo. Mas vale o destaque pelo cantor ter reunido pela primeira vez em anos o grupo ‘N Sync, um dos marcos dos anos 90.





Piores

1. Miley Cyrus perdendo a noção foi um dos maiores momentos de vergonha alheia da TV. A criança queria provar alguma coisa, mas só conseguiu provar que não sabe cantar, anda fumando muito, não tem bunda, e quer esfregar sua... hum... genitália em todos os seres vivos (ou não).





2. Kanye West se apresentou cantando alguma coisa. Aliás, anunciaram o Kanye West, mas como estava escuro e tudo que se ouvia era um autotune podia ser o Justin Bieber ou a Kim Kadarshian, não deu pra dizer direito...




3. One Direction “Best Song Ever” ganhou como Song Of The Summer. Nada mais a declarar.


 

E você? O que achou do VMA 2013?

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Lady Gaga e 'Applause': conceito, criatividade e identidade raras na atual música pop



O verão americano ainda é o epicentro da música pop mundial. Os meses de julho, agosto e setembro são os meses mais movimentados do mercado pop. É o período no qual são realizados a maioria dos lançamentos que eventualmente se tornarão os hits do ano. Nesse ano, Mariah Carey prometeu um grande retorno com #Beautiful, mas o projeto foi engavetado por desavenças com a gravadora. Robin Thicke surpreendeu com seu single “Blurred Lines”, Katy Perry fez uma gigantesca campanha de marketing para lançar “Roar” e Lady Gaga retornou com o seu tão falado ARTPOP, tendo como primeiro single “Applause”.
 
Mas todas essas músicas nada mostraram de realmente novo quanto à sonoridade ou a letra. Mariah e Cher apresentaram uma sonoridade diferente em seus singles, mas infelizmente elas estão "velhas” para os mercado (questão que irei discutir em outro post). Parece que todos os artistas pop da atualidade, na busca por relevância, estão ficando cada vez mais genéricos e ficando sem uma identidade. No meio desse mundo de ‘mesmices’, surgiu Lady Gaga.

Uma das coisas que mais diferenciam Lady Gaga dos maiores artistas presentes hoje na música pop é sua preocupação com os conceitos do que produz e sua identidade muito bem marcada. Suas músicas perdem o sentido se interpretadas por qualquer outro artista.

Uma de suas marcas registradas mais fortes são seus vocais. Gaga já declarou ter como inspiração artistas como Sinead O'Connor e David Bowie. Aquele tremor nos vocais e uma certa agressividade são muito característicos dela e provam que Gaga tem uma voz muito mais versátil e cheia de identidade do que outros novos astros da música pop. Em ‘Applause’ isso está bem claro, uma música simples e mais leve (que é refletido até em como ela se apresenta no clip, quase sem maquiagem).
 
Lady Gaga está adotando um novo conceito nessa era ARTPOP sem perder sua identidade. Como observou meu amigo Thales Estefani, ela veio de uma era pesada, com muitas mensagens e informações (Born This Way) e se apresenta agora de maneira simples, de cara (quase) limpa. Ela reuniu um time de artistas conceituados para trabalhar os conceitos ARTPOP em suas músicas, clips e performances, que foi um movimento dos anos 50 no qual os artistas buscavam inspiração na cultura de massas para criar suas obras de arte, aproximando-se e, ao mesmo tempo, criticando de forma irônica a vida cotidiana materialista e consumista.
 
A letra de "Applause" também brinca com esses conceitos e comportamentos pop de uma maneira que sinto ser despretensiosa. Ao escutar a música pela primeira vez não gostei de cara. Ao escutá-la mais vezes fui percebendo seu valor. Sendo simples, fica mais evidente o refrão meio ‘delirante’ e suas referências à cultura popular (mais evidentes no clip).

Além disso, Gaga consegue fazer um pop arrogante e irreverente, como nenhum outro artista pop têm feito. Com a exceção de "Thrift Shop" de Macklemore & Ryan Lewis não tivemos outra canção pop irreverente nos charts no ano passado. Ganhamos isso com ‘Applause’ esse ano.

Assim como em "Applause", em outras músicas da Lady Gaga sempre há um conceito maior envolvendo grandes artistas plásticos, fotógrafos renomados e uma equipe expert no tema que ela se propõe a tratar. A maioria dos artistas pop atualmente parece que se mantêm sobre o vazio, e tentam produzir hits baseados na demanda do mercado, algo meramente comercial.

"Roar" da Katy Perry parece muito com “Brave” de Sara Bareilles e com mais outras 200 músicas lançadas nos últimos anos. Katy ainda twittou a uns meses atrás que ela adorou "Brave", talvez já prevendo a polêmica no futuro. ‘Applause’, como a maioria das canções de Lady Gaga, dificilmente se confundiriam com outras canções.

A grande polêmica sobre a Lady Gaga gira em torno de pessoas a acharem pretensiosa. Para mim, isso acontece pelo mesmo motivo que chamam Bjork de "estranha", com a diferença de que Gaga realmente busca um sucesso comercial e Bjork nunca teve essa relação de amor com os charts.
 
É muito claro que Lady Gaga sabe muito bem trabalhar sua marca. Ela possui uma identidade muito bem definida, marcante e sabe 'fidelizar' seus 'clientes'. Ela criou os little monsters, forma como chama seus fãs, que por vezes trazem má fama para a cantora com comportamentos mais exóticos que fanboys de outras cantoras.

Mas, acima disso tudo, Gaga sempre teve um discurso genuinamente político na luta pelas minorias, pela igualdade e contra discriminações e bulllying, em especial com o público gay. Enquanto alguns artistas se aproveitam desse discurso pontualmente, Gaga fez dessa luta parte de sua identidade e trouxe as minorias para o centro do cenário musical.
 
Gaga não só criou uma persona interessante para a música pop, que se tornou vendável, mas ela também trouxe mais criatividade e originalidade para o gênero que estava caindo cada vez mais na rotina. Por mais que não seja grande fã de suas músicas, tiro o meu chapéu para a artista, e torço para que ela continue trazendo mais autenticidade para os charts e instigue outros cantores a fazer o mesmo.
 
Veja abaixo o clip de 'Applause':






E você? O que achou do retorno da Lady Gaga?



terça-feira, 20 de agosto de 2013

Círculo de Fogo (Pacific Rim) - Avaliação: um grande filme de ação

 

Vendo o trailer de um filme com robôs gigantes não me animei por pensar que se tratava de um novo 'Transformers'. Mas fui convencido a dar um crédito por se tratar de Guillermo Del Toro, um dos maiores cineastas de nossa geração, responsável por obras primas como O Labirinto do Fauno , Hellboy 2 e atualmente pela cinematografia de O Hobbit. E o resultado foi algo no mesmo nível visual, mas que deixou a desejar no conteúdo.

Circulo de Fogo (Pacific Rim) não possui um roteiro inovador, personagens incríveis ou diálogos inteligentíssimos. Ao assistir o filme, você deve estar ciente de que verá um excelente filme de ação. Mas um filme de ação de ficção-científica muito acima do nível de qualquer outro filme do gênero. Despretensioso, Del Toro por vezes até 'tira sarro' da seriedade que alguns filmes do gênero tentam dar à narrativa.

A história é ambientada em um futuro próximo, num mundo de alta tecnologia totalmente dilapidado cultural e socialmente, semelhante aos mundos sombrios de Alien e Blade Runner. A narração de abertura diz que há muito tempo olhamos para o céu na expectativa temerosa de visitantes ou invasores de cima, quando na verdade deveríamos ter olhado para baixo e temer visitantes indesejáveis ​​do inferno. Nos últimos sete anos criaturas conhecidas como Kaiju, do tamanho de torres e muito menos amigáveis do que o King Kong, saíram de rachaduras do fundo do Pacífico, devido ao movimento de placas tectônicas, e começaram a atacar os países que fazem fronteira com o oceano. Nada de novo até aí. A resposta humana, no entanto, é a novidade. Robôs gigantes conhecidos como Jaegers foram criados, cada um do tamanho da Estátua da Liberdade. Eles são tripulados por duplas de operadores que precisam constituir uma ponte neural entre suas mentes para que possam trabalhar juntos de forma que a máquina possa imitar e replicar seus movimentos em batalhas contra os Kaiju.

A história é muito simples e objetiva, e lembra muito o estilo de animes como Mazinger, Voltron, EvangelionRobotech. E mesmo sendo mainstream, nada nesse estilo nunca foi feito em Hollywood. Guillermo Del Toro é o primeiro a usar esse tipo de material no cinema.

Outra característica dos animes e que o filme reproduz muito bem é que a física e os movimentos dos jaegers e kaijus são fantásticos e parece ser onde a produção se dedicou mais. Como ninguém nunca imaginou que um 'transformer' gigante simplesmente não conseguiria se movimentar de maneira rápida? Os movimentos são lentos, pesados, realistas. O resultado disso são robôs gigantes e monstros furiosos lutando em uma cidade urbana, um conceito surreal ainda. Com exceção de uma ou duas cenas, o filme mantém um realismo visual que muitos blockbusters anteriores invejariam.

Círculo de Fogo se destaca pela criatividade e atenção aos detalhes. Uma das cenas que mais comprovam isso é quando um dos Jaegers, em meio a uma luta violenta e de muita ação, dá um soco em um prédio e a câmera segue seu punho até ele parar em frente a uma mesa e tocar, de maneira singela, um "Pêndulo de Newton". A maestria da direção da cena é evidente. Outro exemplo é o Jaeger usando um navio de carga como um taco de basebol.

Detalhe para a voz robótica que faz anúncios no decorrer do filme. Gilhereme Del Toro fez questão de chamar Ellen McLain, atriz que faz a voz de GLaDOS nos jogos da franquia Portal, para fazer a mesma voz no filme. Uma bela homenagem aos geeks.

A produção é basicamente uma grande obra visual com robôs gigantes lutando contra monstros gigantes. Esse é o filme que Del Toro afirmou que queria fazer e esse é o filme que ele entregou. Avalie suas expectativas antes de atravessar a porta do cinema (ou de dar o play no seu computador). A história é bem simples e serve apenas de plano de fundo para as incríveis produções visuais e para dar uma representação do mundo real.

Enquanto o filme não satisfez meus desejos cinematográficos intelectuais (Uau! Como isso soa pretencioso...), ele entrega de maneira extraordinária o que se propôs a fazer. Muito provavelmente, o filme de ação do ano, e um dos melhores dos últimos tempos.

Assista abaixo o trailer do filme:

 

sábado, 17 de agosto de 2013

Melhores jogos de mundo aberto: GTA V x Skyrim x Fallout New Vegas

Jogos com mundo aberto (open world) são jogos que não são lineares, no qual o jogador pode percorrer livremente o mundo do jogo e escolher onde, quando e como visitar certas áreas do jogo, com quais personagens interagir, etc.

Gosto muito do gênero "mundo aberto", mas me incomodava como eles pareciam ser realmente abertos, mas eram limitados de diversas maneiras com paredes invisíveis, detritos bloqueando seu caminho, e vários dados reciclados. Porém, temos visto uma geração de jogos incríveis que mudaram os conceitos de "open world", como meus favoritos: GTA IV, Skyrim e Fallout New Vegas.

Abaixo apresento cada um deles (irei falar do Grand Theft Auto V, mais recente lançamento ao invés do GTA IV), o que eles têm de melhor e pior, links para download e mods recomendados (modificações que podem ser feitas em um jogo, feitas pelos desenvolvedores oficiais ou por fãs).

1. Fallout New Vegas


Meu jogo de mundo aberto favorito. E o melhor de toda a franquia Fallout. A história se passa depois de uma guerra nuclear e os EUA se tornou uma nação destruída. A humanidade emerge da tragédia como egoísta e com pessoas mais sedentas de poder do que nunca. Apesar do bombardeio e de inúmeras armas nucleares, a cidade de Las Vegas conseguiu sobreviver à guerra praticamente intocada. Em paralelo, um grupo de pessoas começou a divulgar os valores do antigo sistema de governo e começaram a ser chamados de República Nova Califórnia, ou NCR. A NCR e os cidadãos de New Vegas têm acesso a água e energia, que não existem na maioria das outras áreas. Em oposição à NCR existe a Legion, uma ditadura de um homem que governa com base na metodologia romana de conquistar outras civilizações. A Legion absorve tribos vizinhas e escraviza uma parcela de sua população.

Uma das coisas que mais gostei no jogo é que seu personagem possui "karma". Não existe nada tão simples como bem, ou mal. Tanto a Legion, quanto a NCR ou qualquer outro grupo do jogo tem, seus lados positivos e negativos. Você precisa tomar decisões complexas e lidar com suas consequências.

Além disso, você pode recrutar diversos "companions". No jogo original há poucos, mas há diversos mods que acrescentam mais personagens que podem caminhar e lutar com você. Alguns 'companheiros' e NPCs são muito bem desenvolvidos, com backstory e motivações interessantes. E se eles forem silenciosos, você pode ainda sintonizar diversas rádios e ouvir músicas e notícias da região. Definitivamente é um universo muito bem desenvolvido.

É possível joga-lo em primeira pessoa ou em terceira pessoa. As animações não são muito boas e os gráficos relativamente ultrapassados, por isso talvez o jogo em primeira seja mais interessante, pois permite uma maior imersão. Além disso, diferente da maioria dos jogos de mundo aberto, é possível jogá-lo no modo de estratégias V.A.T.S. Projetado para tornar o jogo menos shooter (jogo de tiro), VATS (que significa Vault-Tec Assisted Targeting Sistema) permite pausar a ação e selecionar partes específicas do corpo de seu alvo. Muito prático para quem prefere explorar o mundo ao invés de ficar matando pessoas.

E o melhor: muitas side-quests. Com um universo tão rico, personagens e histórias bem ambientadas, e diversas quests, você terá horas e horas de jogo com um nível de imersão que nenhum outro jogo de mundo aberto possibilita igual.

Sites que recomendo para downloads do jogo (fique de olho nas promoções. No Steam por exemplo duas vezes por ano ele fica com 75% de desconto):

Mods mais recomendados:

- Project Nevada: Inclui uma nova área, com personagens e diversas quests novas no jogo.
- Texture Packs:  Melhora infinitamente os gráficos do jogo. Recomendado para quem tem computadores potentes.
- Weapons Mods Expanded: Adiciona armas e incrementa as já existentes no jogo.
- Willow, a better companion experience: Adiciona uma personagem muito bacana que pode ser sua companheira. É preciso se cadastrar no Nexus para visualizar esse mod.


2. Skyrim



Skyrim é um universo imenso e que possui infinitos mods. Um mundo de fantasia muito bem criado e cheio de missões e itens secretos.

Uma breve cena de introdução apresenta seu personagem, que mais tarde revela-se como um Dragonborn, pessoa com a capacidade de falar a língua dos dragões e dar 'shouts' como o famoso Fus-Ro-Dah. Ele foi capturado em uma rebelião civil e levado para ser executado. Nesse momento um acontecimento inesperado permite sua fuga e, a partir desse momento, você está a sua própria sorte em um mundo imenso.

Os gráficos originais são muito realistas, mas com os mods certos ficam incríveis, como um filme épico. Se você tiver um computador muito bom, rode esse jogo em full HD e tenha uma das experiências mais incríveis que um jogo pode proporcionar.

Os únicos pontos negativos do jogo são a superficialidade dos personagens e a história extremamente simplória. Você não consegue se envolver com o personagem nem tem empatia por nenhum NPC. Além disso, suas decisões não importam tanto e a narrativa do jogo não apresenta grandes atrativos.

Sites que recomendo para downloads do jogo (fique de olho nas promoções. No Steam por exemplo ele costuma ter até 50% de desconto em alguns períodos de promoção):
Mods mais recomendados:

- Real Clouds: Adiciona nuvens realistas e gráficos para o céu muito mais variados. Deixa o visual do jogo absurdamente incrível.
- Falskaar: Um mod/DLC que adiciona novas áreas, personagens e histórias ao jogo.
CTD and Memory patch ENBoost: Melhora a performance do jogo, para que ele use melhor a memória disponível no PC.
- Alternate Start, live another life: Permite que você comece o jogo de maneiras alternativas ou aleatórias.
- Skyrim HD 2k Textures: Gráficos absurdamente realistas para quem tem uma máquina potente.


3. GTA V (Grand Theft Auto 5)

 

Assim como GTA: San Andreas, antes disso, GTA V, com lançamento agendado para 17/09/2013, será ambientado na cidade fictícia de Los Santos, no estado de San Andreas. A localização é baseada em Los Angeles, Califórnia.

GTA V, assim como o GTA IV, é um jogo de ação e aventura de mundo aberto que dá ao jogador total liberdade para movimentar-se à vontade e interagir com o ambiente. Os jogadores podem escolher entre completar missões específicas ou circular livremente no jogo, envolvendo-se, criando ou resolvendo problemas.

Grand Theft Auto V oferece suporte multiplayer, o que será o maior avanço do jogo em relação aos seus predecessores. Será possível jogar com até 16 pessoas no mesmo "mundo". E já foi anunciado que o modo online terá ainda diversas outras cidades, personagens e histórias além do jogo individual básico.

As histórias e personagens nunca foram o ponto forte da franquia. Mas os gráficos são muito bons e a jogabilidade é uma das melhores dentre todos os jogos de mundo aberto.

Até o momento, GTA V foi lançado apenas para Xbox 360 e PS3. Recentemente a NVIDIA, desenvolvedor do jogo, postou a seguinte nota: "NVIDIA não tem informações sobre qualquer possível lançamento da versão PC de Grand Theft Auto V, ou sua disponibilidade nesse formato."

Mas o GTA IV não deixa a desejar e ainda é meu favorito. Na época do lançamento havia diversos bugs que foram corrigidos com o tempo. Sites que recomendo para downloads do GTA IV (fique de olho nas promoções. No Steam o GTA IV estava com 75% a pouco tempo):

Mods mais recomendados:

- Simple Trainer: Mod com um menu que auxilia o jogador a modificar o carro, gerenciar missões, objetivos, etc.
Graphical overhaul: Melhora absurdamente os gráficos do jogo, com efeitos de luz e sombra mais realistas.
Realistic Car Pack: Adiciona mais 23 modelos de carros esportivos e ainda dá um upgrade nos carros do jogo.
Trees ModIV: Melhora os gráficos do jogo sem afetar a performance. Ótimo para quem não tem um computador muito potente.



Veja também recomendações dos melhores jogos artísticos.

Veja lista dos melhores jogos online para crianças e adultos.

Leia a crítica sobre Bioshock Infinite.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Decoração Geek: quarto e sala com decoração nerd criativa

Pesquisando por algumas opções para decoração de quarto, sala e apartamento pequeno descobri diversas opções bem criativas (e nerds) e comecei a caçar esses objetos pela internet. Como tenho um complexo geek, compartilho aqui algumas das opções mais interessantes que encontrei.
 
 
1. Tapete "iPhone" que sugere que o convidado limpe os pés antes de entrar.
 
 
2. Tapete "Enter"
 
3. Luminária de parede do Thor.
 
 
4. Almofadas "Tetris".
 
5. Porta-copos de disquetes
 
 
6. Adesivo temático do "Windows" para janela
 

 
7. Mesa de centro inspirada em um disquete, com compartimento secreto para guardar controles-remotos.
 
 
8. Luminária de fitas K-7
 
9. Porta-chave Lego / Star Wars
 
 
10. Suporte para livros temático de Portal
 
11. Decoração de parede para você ter seu "Iron Throne" (Game of Thrones).
 
 
 
12. Check list: adesivo de parede para te ajudar a não esquecer nada antes de sair.
 
 

domingo, 11 de agosto de 2013

Anima Mundi 2013: assista online os melhores curtas de animação do festival



O Festival Anima Mundi 2013 (realizado no Rio de 2/08 a 11/08 e em São Paulo até 18/08) me apresentou diversas animações de altíssima qualidade. Entre algumas produções não tão interessantes ou até decepcionantes, me deparei com muitas surpreendentes, emocionantes, hilárias, ou instigantes, daquelas que te fazem sair questionando tudo na vida. 

Não consegui assistir todas as sessões (nem de longe), mas mesmo assim assisti várias e queria destacar aqui as melhores animações que assisti no festival. Infelizmente muitas delas nãoe stão disponível online, por questões contratuais que as desclassificariam de outros festivais, ou simplismente pelos produtores não verem a internet com bons olhos. Mas selecionei abaixo as melhores animações do Anima Mundi 2013 que estão disponíveis gratuitamente online.

1. One day


2. The Fantastic Flying Books of Mr Morris Lessmore


3. In Between


4. Fear of Flying 



5. Contre temps


6. will


7. Jim's Tie


8. Carn




9. The Chase



10. Requiem For Romance



11. La Goutte De Miel
 


12. Caldera


13. Panade sur le green / Trouble on the green


14. Beep Beep Beep


15. Dumb Ways To Die



Outras animações excelentes, que não estão disponíveis online são:

  • Feral
  • A la Francaise
  • Estefan
  • Le Livre des Morts
  • Droznik
  • Snack Attack
  • The Last Belle
  • Subconscious Password
  • Faroeste: Um Autêntico Western
  • Le Vagabond de St Marcel
  • Marcel, King of Tervuren
  • Der Notfall
  • Ed.
  • Bird Food
  • Love in the Time of Advertising
  • Boles
  • Kiyamet
  • Teto Noci Procitnu
  • Electrodoméstico
As principais animações poderão ser assistidas ainda no festival itinerante, que irá agora rodar o Brasil.
 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

+ 7 melhores Seriados de TV britânicos dos últimos anos (Parte 2)


Há algum tempo fiz um post indicando 8 melhores seriados britânicos dos últimos anos. Algumas pessoas observaram a ausência de algumas séries boas e eu mesmo descobri que outras séries mereciam fazer parte dessa nata que faz a TV britânica ter produções tão boas e únicas, que a TV americana tenta, mas não consegue copiar.
Abaixo seguem mais sete séries que, na minha opinião, formam com as 8 anteriores o time das 15 asmelhores séries britânicas que assisti nos últimos tempos.

9. The IT Crowd (comédia)

A série tem um humor bastante britânico. Ela se passa nos anos 90 e é centrada na Jen (Katherine Parkinson) que vai a uma entrevista de emprego sem saber nada sobre a vaga, e acaba contratada para chefiar o setor de TI da empresa. O problema é que ela não sabe nem ao menos usar um computador. Lá, ela vive momentos de tensão hilários com os extremamente nerds Moss (Richard Ayoade) e Roy (Chris O'Dowd). O roteiro é bem simples, e as histórias exageradas de propósito, mas são o suficiente para dar abertura aos personagens, que são a melhor coisa da série. A cada episódio o humor e química deles vai ficando melhor. Uma pena que a série durou apenas 4 temporadas. Apesar das duas primeiras serem as melhores, as duas últimas temporadas tem alguns momentos engraçadíssimos, como o episódio “FaceFriend”, sátira do Facebook, o mais engraçado de toda a série na minha opinião.


10. Catherine Tate Show (Comédia)  

Catherine Tate é uma das melhores humoristas britânicas (se não a melhor) dessa geração. Com um humor ao melhor estilo “Monty Python”, a série é uma colcha de retalhos de diversas esquetes com personagens criados por ela. E esses personagens são recorrentes (ao menos a maioria deles) com características específicas que torna impossível você imaginar que se trata da mesma pessoa interpretando todos eles. É um humor leve, irreverente, e extremamente criativo. As melhores personagens são a Nan (What a fucking liberty!) e a Lauren (Am I bovvered?).

Para conhecer mais um pouco do humor de Catherine Tate, assista o vídeo da esquete "Did you hear about our John?". Recomendo ativar a legenda em inglês no Youtube.
 


11. Sherlock (suspense/ação)
Todos conhecem o famoso Sherlock Holmes. Agora imagine se ele existisse em 2013, como um gênio mal compreendido, e que não se importa nem um pouco em ser compreendido. A série cria uma versão de Sherlock genial e, arrisco-me a dizer, muito mais interessante que o original. As histórias são engenhosas, muito bem dirigidas, com suspense bem construído, lindas fotografias e elenco talentosíssimo, principalmente pelos protagonistas Benedict Cumberbatch e Martin Freeman (Sherlock Holmes e Dr. John Watson respectivamente).


12. Peep Show (comédia)

Uma série que se constrói sobre situações extremamente constrangedoras que faz você ter as mais fortes crises de “vergonha pela pessoa”. Os dois protagonistas são pessoas muito ruins, egoístas e inconsequentes. Mas de uma forma estranha a série consegue fazer você se apegar a eles, mesmo que seja torcendo para eles quebrarem a cara. As histórias são construídas sobre situações cotidianas desses dois amigos-da-onça que dividem um apartamento. A série consegue trabalhar muito bem com a câmera em primeira-pessoa e transita muito bem entre os pensamentos dos personagens. Ótima direção, produção e excelentes atores.


13. Spaced (comédia/romance)

Uma das minhas séries favoritas, principalmente porque homenageia alguns dos meus shows favoritos de todos os tempos. É um show que sabe o significado do termo “orgulho nerd”, cheio de referências da cultura pop. E mesmo que você não seja um ‘Geek’, o show em si é uma pérola e não há como não se encantar com o romance dos excelentes protagonistas Tim (Simon Pegg) e Daisy (Jessica Hynes).


14. Black Mirrors (drama / ficção-científica)

Uma das mais agradáveis surpresas (não no sentido geral, pois a série é bem perturbadora) que tive nos últimos anos. Não assisti toda a série ainda (que possui apenas duas temporadas de 3 episódios cada) mas o pouco que vi foi o suficiente para me arrebatar. Definir a série é um desafio: é uma história futurista, e muito realista, que mostra o lado negro da tecnologia, e que pode acontecer no nosso futuro. É uma das produções mais criativas que já vi na TV, e consegue ser diferente de tudo que já vi em todos os aspectos: narrativa, personagens, direção... Basta 5 minutos de episódio para percebermos isso. Para quem procura algo diferente do usual, está aí a opção exata.

15. Skins (drama)


O drama possui um dos melhores retratos da vida de adolescentes modernos que uma série já fez. Os atores são muito bons e os personagens, a melhor coisa da série, bastante verossímeis, apesar de algumas tramas mirabolantes. As primeiras temporadas são bastante envolventes, mas a partir da terceira os personagens ficam exagerados, as histórias ficam excessivamente baseadas no quanto eles abusam do sexo e drogas, e a série perde um pouco da qualidade que construiu no decorrer das 2 primeiras temporadas.



Veja também as primeiras 8 melhores séries de TV britânicas dos últimos tempos.

Sentiu falta de alguma série? Qual deveria estar na lista? De qual concorda e de qual discorda?

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