sexta-feira, 31 de maio de 2013

Teatro: Como Vencer na Vida Sem Fazer Força (Comédia Musical) - Crítica


Está em cartaz no Oi Casagrande o musical "Como Vencer na Vida Sem Fazer Força" com Gregório Duvivier e Luiz Fernando Guimarães. A comédia é uma adaptação do clássico da Broadway dos anos 60 "How to Succeed in Business Without Really Trying", que recentemente teve adaptação premiadíssima com o eterno Harry Potter Daniel Radcliffe (Finch), posteriormente sucedido por Nick Jonas.

Fui assistir ao espetáculo meio receoso quanto a esta adaptação, pois nem o Gregório Duvivier, muito menos Luiz Fernando Guimarães, possuem trabalhos anteriores que envolvam música e dança. E o musical é repleto de coreografias complexas, apesar de músicas não muito memoráveis. Mas tive uma satisfatória surpresa em ver como ambos os atores conseguiram suprir suas deficiências nessas áreas com humor inteligente e preciso.

O espetáculo, adaptado pela dupla de gênios Charles Möeller e Claudio Botelho, conta a história do lavador de janelas J. Pierrepont Finch (Gregório), que começa seguir as orientações de um livro de autoajuda com três mandamentos para subir na vida: mentir, bajular os poderosos e puxar o tapete de quem está na frente. O esperto protagonista usa os truques para ingressar e ter sucesso na firma presidida pelo obtuso J.B Biggley (Guimarães), onde conquista o coração da secretária Rosemary (Letícia Colin). Entre um golpe e outro, ele precisa lidar com a gestora do RH Smitty (Gottsha) o arrogante Bud (Andre Loddi), sobrinho do presidente, e a atrapalhada Hedy LaRue (Adriana Garambone), amante de Biggley.

A grande pérola do musical é mesmo o texto. As músicas não são espetaculares, mas as coreografias, as letras e principalmente as interpretações são brilhantes. Destaque para três cenas, em que os personagens principais se confrontam no elevador, a dinâmica de Gregório com Adriana Garambone em sua primeira sala, e a cena da principal música do espetáculo, Brotherhood of man - Clube dos irmãos, na tradução de Claudio Botelho, com um vibrante número musical comandado por Gottsha.

O texto se destaca pela divertida sátira que faz do mundo das empresas, povoado de executivos medíocres, bajuladores e não raro completamente despreparados. Por tratar-se de uma sátira, apresenta muitos exageros e estereótipos (como o infame "O pessoal do marketing passa o dia em grandes reuniões sobre... nada. Seja um deles!"), mas ainda assim conseguem fazer o público se identificar com aquela realidade.

Gregório Duvivier está brilhante como o protagonista aparentemente frágil e muito perspicaz. Nesse sentido, chego a achar que foi proposital terem escolhido um comediante sem experiência em canto e dança, pois ele consegue ser muito convincente no personagem também inexperiente naquele sistema empresarial mas que com seu "jeitinho" consegue subir na vida. O "jeitinho" de Gregório para encobrir sua voz fraca e falta de habilidades para dança foi usar o humor. E o personagem lhe caiu como uma luva.

Apesar do Luiz Fernando Guimarães estar também engraçadíssimo e muito a vontade no espetáculo, o grande destaque do elenco é Adriana Garambone. Não só pelo texto de sua personagem, a secretária burra Hedy LaRue , ser muito bom, mas pois ela possui um timing de humor e uma dinâmica no palco absurda. Em todas as cenas em que esteve presente, mesmo como plano de fundo, ela roubava a cena, e nunca se tornava coadjuvante. Ao lado dela Gregório e LF Guimarães se tornavam praticamente side kicks.

Andre Loddi também está muito bom como o patético Bud Frump, com humor preciso. E em partipações menores destacam-se Fernando Patau (Twimble/Wally Womper), Ada Chaseliov (Miss Jones), Leo Wainer (Bert Bratt), Cássio Pandolfi (Gatch/ Toynbee) e Luiz Nicolau (Ovington). Mais centrados no canto e na dança o espetáculo conta ainda com Cristina Pompeo, Renata Ricci, Nadia Nardini, Carol Ebecken, Joane Mota, Kotoe Karasawa, Leandro Luna, Patrick Amstalden, Guilherme Logullo, Fabio Porto, Hélcio Mattos e Leo Wagner.

Na produção, destaque para a brilhante direção de Möeller, que acrescentou boas sacadas que não estavam presentes na versão original. A principal delas foi a de congelar e realçar a expressão de Finch com uma luz e orquestração singela, nos momentos em que o personagem apresenta o resultado de uma ideia sagaz. Como versionista, Claudio Botelho impede que o público se lembre de que texto e músicas foram traduzidos para o português, com uma versão sem sotaques e diálogos e letras soam perfeitamente naturais.

Espetáculo altamente recomendado, com elenco afinadíssimo e cenas que fazem o público quase rolar de rir, goste ou não de musicais. Até porque, as músicas, ironicamente, são a característica que menos importa no espetáculo.

Ficha Técnica:
Como vencer na vida sem fazer força 

Texto: Abe Burrows, Jack Weinstock, Willie Gilbert
Adaptação: Claudio Botelho
Direção: Charles Möeller
Elenco: Luiz Fernando Guimarães, Gregório Duviver, Adriana Garambone, Leticia Colin, Gottsha, Ada Chaseliov

Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
Tempo de Duração: 150 minutos



Musical em cartaz no Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro (RJ), até 16 de junho
.

 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Candice Glover, uma diva ofuscada pela derrocada do American Idol

 

A final do American Idol foi recheada de performances, como todos os anos. Muitas delas descartáveis, mas outras memoráveis e emocionantes, como a da finalista Candice Glover quebrando tudo com a ex-candidata mais conceituada do programa, Jennifer Hudson. Candice conseguiu acompanhar a vencedora do Oscar e de Grammys, sem deixar nada a desejar. Com esta performance, Candice provou que não estava ali apenas querendo ser famosa, mas que ela respira música, e já tem tudo para se tornar uma diva do soul moderno.

Assista a performance impressionante abaixo:


Após ser revelado que Candice Glover foi eleita pelo público como a nova American Idol, começaram a pipocar diversas notas na imprensa sobre a final, mas todas elas falando sobre a queda abismal na audiência do programa, e poucas se preocupavam em mencionar a vencedora.

Candice fez audições para o American Idol três vezes. Em 2009 o então jurado Simon Cowell chegou a dizer para ela que ela seria apenas uma cantora de cabaré, e que acabaria cantando em lounge de hotel enquanto as pessoas comeriam amendoins e virariam de costas sem se importar. A então adolescente pensou em desistir do sonho e começou a trabalhar como atendente em um lava-jato. Em 2011, incentivada pela família, ela tomou coragem e decidiu voltar. Foi eliminada por Jennifer Lopez no segundo round. Dessa vez ela não se deixou abater. Começou a treinar, cantar na igreja, gravar vídeos para o youtube e explorar os mais diversos estilos e ver qual deles mais se encaixavam com sua voz. "Eu usei as críticas para me ajudar a fazer melhor. Queria voltar com uma identidade definida e autoconfiança" afirmou Candice em entrevista após a final.

Em 2012, ela voltou com toda a força. Sabendo domar mais sua voz poderosa, com melismas educados e o grave impressionante. A cada fase ela se destacava mais e chegou ao TOP 10 sendo tão favorita que chegaram a cogitar que ela seria a nova Jennifer Hudson, eliminada injustamente no meio da temporada por ser "boa demais para o Idol".

Candice Glover fez duas das performances mais memoráveis da história do programa, "Lovesong" do The Cure e "I (Who Have Nothing)" do Ben E. King. Chegou à final como favorita absoluta, apesar da forte concorrente country Kree Harrison.

Porém, agora Candice terá trabalho redobrado para se manter nesse mercado. Ela foi coroada na temporada com a pior audiência do American Idol. Ela agregou ao seu nome toda a mídia negativa do programa. Seu talento foi abafado pelas brigas entre Minaj e Mariah e pela mídia sensacionalista. Ela precisará não só manter os fãs que a coroaram, mas lutar para conquistar uma massa que não deu a mínima para o programa.

O seu disco de estréia está em pré-venda apenas para norte-americanos (uma pena), Music Speaks, e será lançado em 16 de julho. O primeiro single "I Am Beautiful" tem bastante relação com a candidata, com letra sobre manter a autoestima, mas é bastante fraco para as rádios. Ela precisará trabalhar muito nesses dois meses para conseguir lançar um álbum um pouco mais autoral e forte para atingir um público maior que o do American Idol.

Mas a menina de 23 anos está dando apenas seus primeiros passos no showbusiness. Acredito que seu carisma e seu talento ainda a levarão longe. Ela pode não ser #1 na Billboard, mas se souber administrar bem sua carreira conseguirá ser bem sucedida em diversos segmentos. Fãs importantes ela já tem. Mariah Carey, Alicia Keys, Drake e Aretha Franklyn são só alguns deles. Alguma dúvida de que ela será bem apadrinhada?

Abaixo, a primeira performance pós-American Idol do primeiro single de Candice Glover, "I Am Beautiful".

 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Recorra à Ouvidoria (Vivo, Oi, Tim, Claro, NET)

Quando todas as esperanças se vão, quando o ódio e a frustração te tomam, quando surge uma vontade de gritar e mandar todo mundo pra PQP... de onde me virá o socorro? Assim que nos sentimos depois de ficar quase uma hora (as vezes mais!) escutando uma musiquinha esperando atendimento da Vivo, Tim, NET ou outras empresas de m... Mas existe socorro na Ouvidoria.

Aprendi com meu querido amigo Ricardo Morishita (ex-presidente do Departamento de Defesa do Consumidor e atual professor da FGV DIREITO RIO) que quando não conseguimos atendimento via SAC, podemos recorrer a serviços mais rigorosos como o Ombudsman (OUVIDORIA) que na maioria dos casos resolve qualquer problema.

O telefone da ouvidoria da VIVO (que me salvou hoje) é o 0800-7751212, e funciona de segunda/sexta, das 9 às 17hrs.

Resolvi consolidar abaixo os contatos da Ouvidoria das empresas campeãs de reclamação. Salve para consulta pois certamente você ainda precisará deles:

  1. TIM - 0800 741 4141
  2. Oi (móvel, Fixo, Internet, Tv) - 0800 031 0001
  3. Net Tv e Banda Larga - 0800 7010180
  4. Vivo (celular, Fixo, Internet, Tv) - 0800-7751212
  5. Claro - 0800 036 0707
Quem não conseguir resolver seus problemas com as empresas de telecom nem mesmo pela ouvidoria, podem recorrer à ANATEL neste link.

terça-feira, 14 de maio de 2013

A melhor final da história do American Idol



A 12º temporada do American Idol foi, ao mesmo tempo, a melhor e pior temporada da história do programa. Ao mesmo tempo em que tivemos a bancada de jurados mais desconexos e sem química e as piores audiências, tivemos também as melhores candidatas da história do programa, e a final mais justa.

A formação do TOP 20 foi bastante controversa. Ficou bem claro para quem assiste o programa a muitos anos que os produtores orientaram os jurados a selecionar as mulheres mais fortes e os homens mais fracos. Nenhum garotinho branco bonitinho com uma guitarra entrou no TOP 20, arquétipo dos candidatos que têm levado o título de American Idol nos últimos 5 anos. Visivelmente os produtores estavam forçando a barra para quebrar o jejum e termos pela primeira vez em 5 anos (desde Jordin Sparks em 2008!) uma cantora vencendo a competição.

Ofuscadas pelas brigas excessivamente exploradas entre Mariah Carey e Nicki Minaj, conhecemos no TOP 10 o grupo de meninas de mais alto nível de toda a história do Idol (talvez na 3° temporada de Jennifer Hudson e Fantasia tenhamos chegado perto de tal qualidade, mas mesmo assim sem tanta variedade). E a prova disso é que todos os candidatos masculinos foram sendo eliminados um a um até restarem as 5 pérolas. Não que os candidatos masculinos fossem muito ruins (com exceção do Lázaro Arbos que é ruim mesmo), mas as meninas eram tão boas que mesmo grandes talentos como Devin VelezBurnell Taylor acabavam ofuscados.

Angie Miller, Candice Glover, Janelle Arthur, Kree Harrison e Amber Holcomb formaram um time brilhante e variado. E cada partida foi triste de assistir.

Primeiro vimos Janelle Arthur partir. Sempre muito alegre, e fofa, com sua voz doce e sotaque country, ela veio contra a "onda de gritaria" que reina nos realities musicais. Apesar de ter problemas leves de afinação, seu timbre é delicioso.

Depois vimos Amber Holcomb dar adeus ao programa. Chamada de jovem Whitney Houston, a voz da menina era de dar arrepios. Passeava pelas notas mais altas sem o menor esforço e com total naturalidade. Com estilo jazzy, Amber teve dificuldade em se mostrar atual, e se saía relativamente mal quando cantava músicas pop. Mas quem se importa? Ela se saía brilhantemente bem sempre que cantava músicas de verdade.

E a dor de ver Angie Miller partir foi ainda maior. Ela era tida como favorita desde o começo da competição. Com estilo rock/pop, totalmente contemporâneo, Angie possui um estilo singular quando canta ao piano. E tem um diferencial ainda maior: é compositora. Suas performances são sempre cheias de personalidade e emoção pois ela consegue expressar as letras das canções como nenhum outro candidato.

E chegamos à final, que será exibida nesta quinta-feira, entre Candice Glover e Kree Harrison.

De um lado, Candice Glover. À alguns meses atrás nunca tinha estudado música nem performado diante de muitas pessoas. Hoje, já tem tudo para se tornar uma grande diva do soul. E seu diferencial é que, apesar de ter um vozerão absurdo, ela tem total controle dele, e consegue ir dos sons mais suaves aos mais fortes, fazendo uso de melismas e vibratos de arrepiar. E a técnica vocal sempre vem como complemento à emoção e naturalidade que coloca em cada palavra que canta. Randy Jackson afirmou que Candice é responsável pelas duas melhores performances da história do Idol, e Mariah Carey chora totas as vezes que ela canta.

Do outro lado, Kree Harrison, que chegou quietinha, cantando músicas country, e do meio para o fim do programa foi despontando como favorita. Aos poucos foi mostrando sua veia blues, e que não queria se tornar mais uma cantora country genérica. Com um rosto de modelo, Kree possui uma voz suave e, ao mesmo tempo, um alcance fenomenal. Apesar de pouca presença de palco, Kree em geral consegue focar suas performances na emoção. Keith Urban desde o começo disse que ela era sua favorita.

Com esse time feminino estelar o American Idol 12 se consagrou para mim como a temporada com os melhores candidatos. Uma pena que, com a queda de audiência e com a mídia focando nas desavenças das juradas, as candidatas acabaram não recebendo a devida atenção. Espero de coração que eu possa ouvir mais músicas de todas elas depois do programa.

Abaixo, algumas das melhores performances dessa temporada.

Candice Glover





Kree Harrison





 
Angie Miller





Amber Holcomb





Janelle Arthur


terça-feira, 7 de maio de 2013

#Beautiful - Mariah Carey e Miguel

Foi lançado nessa segunda-feira o single #Beautiful, da Mariah Carey com participação do novo astro em ascensão do R&B, Miguel. Com um ar "anos 60", Miguel traz uma renovação ao estilo da Mariah, com batidas que se encaixam em diversos gêneros e uma guitarra embalando uma melodia gostosa. São 3 minutos longos o suficiente para te transportar no tempo, e curtos o suficiente para deixar um gostinho de quero mais. Além disso, as vozes se combinam perfeitamente, formando uma das melhores baladas pop 'mid-tempo' dos últimos anos. Tudo para ser o hit do ano.

Ouça a canção abaixo:

 


Detalhe para a estratégia de marketing social ao usar o "hashtag" no nome da canção. Assim, sempre que a canção é mencionada ela pode entrar nos trendings do Twitter. Quem tem usado estratégia semelhante é o Wil.I.Am.

#Beautiful já está disponível para download no itunes de todo o mundo (inclusive no Brasil).
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