terça-feira, 19 de agosto de 2008

As dores do crescimento



A algum tempo atrás meu avô teve que pedir aos bombeiros que viessem derrubar uma árvore em frente à sua casa. Era um pinheiro lindo, frondoso, que me abrigou em suas sombras em vários momentos da minha infância. Porém, suas raízes estavam se espalhando, compromentendo a estrutura do muro e até da casa do meu avô. Fiquei triste. Os contratempos vindos com o crescimento da árvore não puderam ser suportados. Ou a ávore parava de crescer ou ela teria que dar sua vida, ou seja, ser arrancada. Óbviamente a árvore não tem escolha, logo, meu avô decidiu arranca-la.

Todos querem ser grandes. As crianças sonham em ser adultos. Mas para chegarem a tal estatura, esperimentam dores físicas. As chamadas “dores do crescimento”. Se não aceitarmos essas dores, não crescemos. Se quisermos crescer temos que lutar por isso, e aceitar essas dores até morrer. Essa é a vida.

Não há crescimento sem dor. Eu escolhi crescer. Eu não escolho a dor, escolho lutar para superar a dor.
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